Não param de surgir formas de nos sacar o dinheirinho.
Então agora há água a custar uma pipa de massa?!
O que é isto?! Um balúrdio por água, que ainda por cima vem numas garrafas apaneleiradas?!
Água é água, porra! É água, não sabe a nada (excepto no Algarve). Não cheira, não dá para olear a pele, não tem sabor, nada. À parte da água de um ou outro chafariz, que pode perfurar até três centímetros de chapa, a água em si, ou mesmo em mim, só serve para beber. E só se não existirem minis num raio de 17 Km. E o pior é que a justificação é a garrafinha rabola onde vem a água.
Portanto, eu vou pagar mais por uma água do que por um bom tinto de Reguengos, porque tem uma garrafa paneleira?! Isso não é suposto ser um contra?!
'Ai, deixa-me lá parecer um rabiló. Vou comprar uma aguinha...'. E depois ainda vêm cheios de truques dizer que esta água veio da montanha da coisa da prima, e das profundezas do caralhinho mais velho e é pura e fresquinha e mais o diabo a sete. Por mim, pregava-lhes com essa merda toda no cu e perguntava onde é que há minis.
Isto é um embuste! Que vem da montanha e dos lagos mágicos e das grutas e do raio que os parta...
A água vem da torneira, foda-se!
Paneleirices! Qualquer dia tomam conta disto tudo.
E não vale a pena falarem do banho, porque essa água vem da banheira! Ou do Pol...Pulli...Pilub...Palivan...Do chuveiro!
Parece que teremos aí uma chuva de meteoritos.
Ora isso aliado ao facto de o presidente dos EUA ser negro, não augura nada de bom.
Da última vez que vi isso, o presidente dos EUA era o Kofi Annan. Ou o Morgan Freeman. Ou ambos, visto que eles são uma e a mesma pessoa.
Desta vez o presidente é o Tiger Woods – ou um gajo muito parecido. Mas a coisa não é muito melhor.
Agora a questão é simples. Toda a gente tem que ir para os EUA para se salvar. Menos para Manhattan, visto ser o único sítio dos EUA que se lixa sempre. Vejamos:
‘Deep Impact’, onde é que caíram os meteoritos? Manhattan.
‘The Day After Tomorrow’, que cidade ficou debaixo de neve e gelo? Manhattan.
‘Armageddon’, mais uma vez, onde levaram com os calhaus espaciais? Pois é.
‘Godzilla’, onde é que o lagarto andou a partir tudo? Lá está.
‘Look, there’s a plane! Where? Kabum!’, onde estavam as torres que caíram? No Pingo Doce (sítio do costume, para os mais distraídos e que precisam que se expliquem as piadas para não ficarem dez minutos a ler esta parte até perceberem)…
Ou seja, segundo os americanos, Manhattan é um alvo a abater e passam a vida a dar dicas sobre isso nos seus filmes.
No entanto, o resto do país safa-se sempre. Onde está a maior parte dos bimbos e afins nunca acontece nada. Se calhar por isso é que o Bush ganhou duas vezes… Ahá, afinal é por isso.
Bom, adiante. Outro pormenor é que apesar de as melhores engenhocas do mundo serem japonesas, os melhores engenheiros alemães, os melhores cientistas russos e os melhores cozinheiros franceses (não tem nada a ver, mas apeteceu-me), são sempre os americanos que salvam isto. Tudo bem, são eles que fazem os filmes, têm direito a querer brilhar, mas não exageremos. Na melhor das hipóteses, se um meteorito viesse na direcção da Terra, eles primeiro iam à procura do Bin Laden, depois tentavam saber se o meteorito tinha petróleo, e se nem uma coisa nem outra apenas diriam ‘Caga nisso, os russos que vão lá’.
Ok, é um filme, mas não deixa de ser incongruente. Era o mesmo que a TVI lançar uma nova série dos ‘Morangos Com Açúcar’. Já têm os ‘Morangos de Verão’, ‘Morangos em Férias’, ‘Morangos de Regresso às Aulas’ e agora faziam uma surpresa e lançavam os ‘Morangos Desta Vez Com Actores a Sério’. Não faria sentido.
Um outro pormenor é o facto de os americanos colocarem bandeiras sempre que há desgraças. Eu percebo que gostem do país deles, afinal de contas, se eles não gostarem, quem gostará?... Mas colocar bandeiras em todas as situações pode ter o efeito contrário.
Vem um meteorito, rebenta com tudo, pimba, uma bandeira. Vem uma tempestade, inunda um estado inteiro, vai de bandeiras. Vem um tornado, prega com as casinhas todas de patas para o ar, toma lá um bandeira em cima dos destroços.
Ou seja, a mensagem que passa é: onde houver merda e estiver tudo fodido, os EUA estiveram lá.
Ahá! Agora percebi isso das bandeiras… Pois, faz sentido.
Resumindo, esta noite a expressão ‘chover granizo’ vai ganhar toda uma nova dimensão…
Estou extremamente desagradado. Aliás, estou mesmo é fodido, porque estar extremamente desagradado é coisa de rabichola.
E porquê? Porque está um calor do caraças e eu estou aqui, em vez de estar na praia a ver gajas de biquini. Ou mesmo de monoquini. Ou até de miniquini, que é mais o que se usa hoje. Para não falar nas que usam o ‘Seolharesbemdáparaverosováriosquini’, que é dos últimos modelos.
Mas essa questão não é o assunto do dia.
O assunto de hoje é uma dúvida. E podem-me dizer ‘ah, mas ó Pikes, estás sempre com dúvidas’, ao que eu respondo ‘Quem raio é que me está sempre a perguntar estas merdas, pá?!’.
Bom, se repararmos bem, os imigrantes de leste que se encontram no nosso país são praticamente todos formados. Eles são médicos, engenheiros, cientistas, gestores, economistas, arquitectos, veterinários e, enfim, doutores em geral.
Isto gera uma questão: se essa gente está toda cá, quem é que fica lá? O putedo?
É que gajo vai a uma casa de meninas e arrisca-se a ter que ir para a cama com uma doutora. Então e os empresários da noite contratam gente sem experiência? A coisa na Ucrânia está boa é para a putaria, é isso?
Isto a mim cheira-me a tanga. A tanga e a apropriação de ideias alheias. É que quem teve a ideia de ir para o estrangeiro e voltar de lá doutor fomos nós, com o regresso de Angola e Moçambique. Já nas idas para França e Suíça a coisa não correu tão bem, porque saíram daqui portugueses e voltaram – quando voltam, e não ficam pelo caminho na auto-route - umas pessoas estranhas que não falam português nem francês, e que trabalharam a vida toda cerca de 16 horas diárias, porque cá não estavam para só trabalhar oito... No entanto vêm cheios de guito. Bom, mas isso agora não interessa. O que me interessa é que se eu quero uma empregada de limpeza, quero uma senhora gorda, despachada, analfabeta e que principalmente tenha experiência. Mas o problema é o seguinte, essas senhoras estão em França, emigradas.
E se as que cá estão são doutoras, a limpeza habitacional em Portugal está em decadência!
Claro, temos sempre as senhoras brasileiras. Mas eu quando olho para um anúncio de jornal a dizer: ‘Oi. Moça jovem, de Minas Gerais, faz a sua limpeza toda direitinho’ perco a vontade de gastar dinheiro em empregadas de limpeza e começo a procurar universitárias.
Voltando à vaca fria, e não me refiro ao espectáculo ‘Elsa Raposo on Ice’, pergunto ainda: será que a Ucrânia está a tentar monopolizar mundialmente o mercado de empregadas de limpeza? Porque é que não as deixa sair de lá? E depois claro, há uma outra coisa. Então se são médicos, porque é que não fazem uma coisa que me parece lógica? Tentem ser médicos cá! O corpo humano lá é diferente? O fígado é nas pernas? O cérebro está no intestino? Se é isso, podiam especializar-se em medicina política.
Também podem dizer que há a questão da língua, que os termos são diferentes. Portanto, operar à apendicite faz confusão e eles não percebem, mas ‘carrega lá esse balde de massa’ ou ‘assenta lá aí esses tijolos’ já é fácil?
Na verdade, o que eles querem é voltar para o país deles e depois andarem armados em cagões para os amigos. Com o dinheiro que ganham cá, vão para lá, para as aldeias deles, e depois constroem vivendas chamadas ‘O Nossovsk Ninhinsk’ e andam a gabar-se, com conversas do género:
- Então, Vladimir, como foi a vida lá em Portugal?
- Ó Igor, aquilo lá é que é. Trabalhei em obras, a Ivana foi empregada doméstica, foi maravilhoso.
- E os miúdos?
- Ui, ao princípio iam-se estragando. Cheguei a apanhar o meu mais velho com papéis da universidade escondidos na cama. Mas dei-lhe uma tareia e ele entrou na linha. Hoje conduz uma empilhadora num armazém.
- Epá, esse já não deve voltar…
- E vocês, por cá?
- Olha, a miséria de sempre. Continuo a administrar aquela empresa e a minha mulher ainda não passou de cirurgiã-chefe no hospital da capital…
- Que chatice. Vocês deviam ter ido à procura de vida como eu, em vez de se acomodarem…
Claro que se tudo isto for lido com sotaque, a dimensão é muito maior…
Hoje vou tocar num ponto sensível.
Já está….
Agora ficou-me a doer… bolas!
Bom, em conversa com uma amiga, ocorreu-me algo que me escapava…
Ela vai para um ginásio. Até aqui tudo bem. Principalmente se eu puder ir assistir e ela usar daquelas roupas de licra.
Mas eis que ela me diz que tem que ir lá experimentar. Ora o que é que há para experimentar, perguntei eu. Chega-se lá, pega-se nos pesos e tenta-se levantá-los. Vai experimentar os pesos, é isso? Para o caso de não poder com eles, vai para outro ginásio?
Não. Diz-me ela que vai ver se gosta do professor, da sala, do material, do ambiente da aula…
Comecemos com a parte do professor. Vai ver se gosta dele… hum… não me vou adiantar em comentários nesta questão, ok?
Mas depois temos o ‘ver se gosta da sala’. Alguém pode desistir de um ginásio porque não gosta da sala? Tipo ‘Ah, vou mudar de ginásio porque não gosto da sala do meu. A corticite do chão não vai bem com o tom da parede…’. Não me parece razão suficiente…
O material. Corrijam-me se eu estiver enganado – até porque eu caguei para isso caso alguém o faça – mas aquilo terá colchões daqueles apaneleirados, que são iguais no mundo inteiro, pesos, trampolins e tralha dessa. O que é que ela pode não gostar? Das cores? Ou isto do material ainda é referente ao professor? Mas aí está a repetir-se…
Mas agora vem a parte do ambiente da aula. Ora bem, temos cerca de vinte pessoas numa sala fechada, todas aos pulos, umas gordas, outras boas, que é o caso da minha amiga, durante uma hora ou mais, com roupas de licra, que ajudam bastante à respiração da pele, e a transpirar como o caraças. E ela vai ver se gosta do ambiente?!
Por outro lado, se ela vai para a parte da musculação, temos problemas mais graves. Para que é que ela quer músculos? Está a antever estrilho com alguém? Ou gosta de ter músculos desenvolvidos? E se gosta de ter músculos desenvolvidos, qual é o próximo passo? Conduzir um camião pela Europa fora? Se for isso é uma pena, porque perde-se um excelente elemento da espécie feminina. E quem fica a ganhar são as sapatonas.
Mas também pode ser que ela vá para aquelas aulas em que está vestida com aqueles tops justos, com uns calções dos que têm as cuecas por cima, em que fazem vários tipos de exercícios, dos quais 90 % ficam invariavelmente viradas de rabo para o professor e ele diz ‘Vamos, insiste, mas uma vez abaixo, isso…’, e depois têm que fazer exercícios a pares, e há sempre um gajo que fica com uma delas e pega-lhes ao colo e depois fingem que não conseguem e agarram nelas melhor e…
Ok, este Smile fica por aqui.
Tenho que ir tratar de uma inscrição.
E comprar uns calções!
Cair das escadas pode ser uma coisa perigosa e até mesmo fatal.
Uma pessoa pode escorregar, tropeçar ou até mesmo alguém nos pode empurrar. Se formos uns coirões e tivermos inimigos dispostos a fazer isso. Nesse caso, é bem jogado.
Mas depois há uma vertente completamente desconhecida e de certa forma rara. A queda de escadas rolantes...
Ora bem, é preciso ser muito estúpido para cair de umas escadas rolantes. Meus caros caídores de escadas rolantes, o nome das coisas, por parvo que possa parecer, está na maior parte das vezes relacionado com o que essa coisa faz. Neste caso, das escadas rolantes, não podia ser mais óbvio. São escadas e são rolantes, logo, podemos estar lá parados que elas rolam. Para baixo, ou para cima. Não é preciso fazer nada. É só estar lá parado! Como é que alguém cai assim, parado? Ok, podem-me dizer: “Ah, mas ó Pikes, e se a pessoa tiver uma quebra de tensão?”, ao que eu respondo: “Eu conheço-te de algum lado, ó estúpido de merda?”. Bom, mas em caso de a pessoa estar com uma enorme bebedeira isso até pode acontecer. Mas aí ainda revela uma maior estupidez, que é andar de escadas rolantes alcoolizado. Para fazer coisas possivelmente fatais alcoolizado, tal como conduzir e ter acidentes e morrer, já chegam os emigrantes.
No entanto, e por esgotada que pareça esta ciência, há ainda uma outra vertente. As pessoas que não só são estúpidas, como conseguem atingir o grau de muito estúpidas. Sim, falo-vos daqueles que desafiam as leis da física e tentam subir ou descer as escadas que têm um sentido rolante inverso.
Quem tenta subir umas escadas rolantes que estejam a descer, não só merece cair, como não se perde nada se ficar uns bons dois ou três minutos de focinho no chão com os degraus a fazerem roleta nas beiças.
Aquilo não está a descer? Aquilo não tem até uma setinha iluminada ao lado a indicar que o sentido é outro? Mas não, as bestas, qual emigrante que tem por mania galgar os separadores e fazer a autoestrada ao contrário porque adormeceu ao fim de 17 horas a conduzir, acham que podem subir a escada assim.
Depois ficam muito aborrecidos quando já no hospital, com os dedos das mãos amputados e sem lábios, dizem que aquilo não tinha segurança.
O que não tem segurança, meus amigos com cotos na ponta das mãos, é o vosso cérebro. Devia existir uma patilha de segurança para o cérebro de certas pessoas, em que quando estivessem sozinhas perto de aparelhos perigosos, como umas escadas rolantes, se activasse e as impedisse de serem estúpidas.
Mas lá está, depois surgia toda uma nova vaga de patilhas de segurança e a família Bush ficava com certeza limitada a comer e respirar. Beber não, que já se provou que também pode ser perigoso para eles...
Noutra altura falarei de outras máquinas infernais ao alcance de qualquer pessoa estúpida, como um cortador de relva, que sem a protecção se pode tornar perigoso. E a triste verdade é que há quem tente provar o contrário. E já não tenha pezinhos...